quarta-feira, 24 de março de 2010

Relação





Eu te olho...


Tu me olhas...


Eu não me vejo,


E tu não te vês


É que me encontro


no caminho entre você e eu


Sou essa passagem instável,


Que nos define e que nos separa.


E, nesse desenlace


sou o abraço e o espaço,


entre a minha mão estendida


e a tua mão espalmada!


Sou a soma e a diferença,


Que nos impulsiona e nos aprisiona.


Não sou eu e nem sou você


Nem somos nós...


Somos, você e eu,


O vazio entre o gesto e a voz!


Manoel N Silva


Fortaleza, 2009

7 comentários:

Alan Silva disse...

Grande filósofo e poeta és tu Manoel, sempre passo por aqui.

Abraço meu caro!

Eclipse Mental disse...

Adorei este seu poema. Poeticamente definidor... me levou de volta a um passado não muito distante.

Um abraço.

Cerberus disse...

O passado não é distante e nem é próximo, ele é o presente do nosso sentir,pois existe agora como lembrança!

Beijos!

Cerberus disse...

Obrigado Alan, é a sua sensibilidade muito maior que minha poesia!

Abraço...!

yedra disse...

Se tudo é presente o passado permanece sendo...por isso é tão importante escolher nosso presente, para que as lembranças continuem nos acalentando positivamente. Com corda ou sem corda?

Beijoca azul.

Cerberus disse...

Com toda corda...Fada minha!!!

Eclipse Mental disse...

Seu espaço cada vez melhor... passando para conferir as novidades...

Beijocas.