quinta-feira, 7 de maio de 2020

"Vida de gado"




Não aprovo mas compreendo o gesto de Flávio Migliaccio. Esse país nunca foi sério, nunca se preocupou com seus habitantes mais pobres, com seus velhos, com suas mulheres, com  os índios, negros, estudantes e excluídos. Uma sociedade doente, tomada de ódios e preconceitos e fundada na mais cruel das ideologias religiosas, no patriarcado cristão, no etnocentrismo europeu. Uma sociedade escravista, elitista e branca.

Hoje, vendo o discurso das autoridades sobre o congelamento de salários dos servidores públicos, o decreto do prefeito de Belém, estabelecendo como atividade essencial, os empregados domésticos, o presidente recebendo e rindo junto a torturador, Guedes recomendando o veto presidencial à  inclusão dos professores no projeto de ajuda aos Estados e municípios. o MEC fazendo propaganda para que o ENEM seja realizado esse ano, mesmo sabendo das dificuldades dos alunos de EP, estudarem virtualmente, busquei na História desse país, algo que me fizesse duvidar dessa conclusão, infelizmente não encontro precedentes que neguem esse fato  essa condição.

Não, por mais que me doa encarar essa certeza, por mais que eu deseje dela fugir, tudo que observo ao meu entorno me grita e me mostra que não existe para onde fugir!
Esse país não prima pelos seu povo, ou melhor, seu povo trás a marca da escravidão e o condicionamento de rebanho. Ele nega sua história em função dos seus mitos. Ele anseia pelo chicote e a chibata, pois teme a liberdade! Pior do que um povo escravizado é um povo domado, dócil que segue seu dono e senhor acorrentado a sua ignorância e fé!
Para um povo escravizado existe a revolta, a raiva, o desejo de liberdade. Já para o povo domesticado só resta  o cercado...

Brasil, um gigante territorial, o maior curral da America Latina!!!

MNS

domingo, 3 de maio de 2020

Sem saída



Estou completamente perdido em minhas análises dos atos desse senhor que ocupa a presidência do Brasil. Não consigo encontrar o fio condutor das ações de Bolsonaro, diante de tudo que ocorre no mundo e no nosso país. Tudo que ele faz são bobagens, coisas que só depõem contra ele. Ele se desgasta diante dos brasileiros e do mundo, perde apoios políticos, e seus seguidores mais moderados começam a se perguntarem porque? Afinal o que ele ganha com isso? Absolutamente nada. Apenas perde e perde muito. Então  qual é a lógica de seu comportamento? Eu não consigo extrair nenhuma vantagem para ele, sua família ou para o país.

E o que paralisa o seu entorno, porque homens aparentemente inteligentes, conscientes e acostumados a uma rotina lógica, baseada em hierarquias responsáveis, ainda orbitam essa esfera amalucada, completamemte alheia a ordenamento e coerência? Porque os militares e os ditos técnicos, ainda se prendem a essa armadilha política que levará esse governo a bancarota?

Onde se juntam esses fios aleatórios? Onde se costuram esses retalhos tão distintos?
Sinceramente não consigo antever qualquer desfecho que seja favorável ao Presidente da república.
Os analistas, os especialistas em rede nacional, nada dizem ou esclarecem, parece que estão explicando para crianças que o papai Noel existe.

Onde foi parar a imprensa tão critica e eficiente que até tão pouco tempo nos explicava toda a conjuntura política e econômica, previa e tecia os movimentos políticos e seus desdobramentos a curto, médio e longo prazo?

Onde estão os grandes repórteres de bastidores, suas fontes seguras e revelações bombásticas? Onde foram se esconder os grandes analistas políticos que nos descreviam a situação brasileira como se estivessem lendo um livro ou vendo uma paisagem nítida, limpa clara?

Onde se esconderam os cronistas do horário nobre, que teciam tramas eloquentes e reveladoras dos nossos problemas sociais e se mostravam como a coruja de minerva, cheios de sabedoria e conhecimento?

Por favor, senhores, venham nos tirar dessa escuridão com vossa sapiência e suas iluminadas conclusões. Venham oráculos modernos, nos mostrem os caminhos a que nos destina esse arauto do incompreensível, esse lunático  cavaleiro, esse Dom Quixote sem Sancho Pança...

Enfim, por favor, nos digam o que guia e para onde nos leva essa mula sem cérebro?

MNS

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Ao povo brasileiro, o soberano do Brasil



Senhores, senhoras, senhoritas! brasileiros de todos os recantos desse país imenso e imerso nessa onda de morte e indiferença. O que nos falta ainda ouvir e ver desse nosso signatário maior?

Até onde irá o desdém e  falta de empatia do presidente do Brasil para com o seu povo sofrido e já tão massacrado? Até onde vamos aguentar os ataques verbais a democracia e ao estado de direito? Será que já não está na hora de acabar de vez com esta retórica e exigir do mandatário da nação, responsabilidade e objetividade na sua gestão?

A máxima rousseauliana de que "o poder emana do povo, para o povo e pelo povo", precisa ser restabelecida no estado brasileiro. O presidente não governa para a maioria e nem para a minoria, o presidente governa para o povo, sejam os seus componentes seus apoiadores ou seus críticos, façam  parte de uma maioria ou de um minoria. O povo não é individualizado, ele é um coletivo, um universal, e como tal precisa ser assim visto e tratado pelo poder público institucionalizado.

Um Presidente da República, eleito democraticamente, não pode ignorar os princípios constitucionais ou incitar a população contra esses princípios. Não pode e não deve sair por ai proferindo declarações e louvando ditadores e torturadores, criando conflitos com os outros poderes, apoiando manifestações que pedem a quebra da institucionalidade, criticando juízes e interferindo nos órgãos de justica, como a PF.

Um presidente não é o estado, ele é apenas o gerente estatal. Ele não é o dono do estado, ele não está acima de nada, quando se trata de estado, ele apenas gere, propõe e executa projetos e políticas públicas, referendados pela representação popular, no sentido de suprir as necessidades do povo.

Senhores, senhoras e senhoritas, brasileiros de todos os recantos, precisamos levantar a nossa voz. Precisamos dizer ao presidente que não é ele quem manda, quem manda é o povo. Ele precisa entender que a presidência não é sua casa e que os órgãos e instituições que compõem o estado não são seus instrumentos pessoais, eles não servem a sua pessoa e a de seus familiares, eles existem para o povo brasileiro e assim devem permanecer.

Presidentes passam, instituições ficam, são os pilares de uma nação, impessoais, apolíticas e laicas. Gritemos ao presidente, que as suas convicções pessoais e seus desejos e vontades, não são da alçada do estado. Se ele e sua família têm problemas com a justiça ou a polícia, não são as instituições do estado que devem defend-los, muito pelo contrário, estas instituições devem zelar pela justiça e  contribuir para que ela venha a ser cumprida rigorosamente, nos limites impostos pela lei. Esta sim, acima de qualquer cidadão, independentemente do cargo, título ou condição!

MNS.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Pró-Brasil, um plano econômico ou uma viagem a recessão?





Qual é o objetivo dos partidos que apoiam Paulo Guedes e a sua política econômica?
Qualquer estudante de economia, ainda nos primeiros semestres, compreende que essa política de desmonte do Estado e precarização dos direitos trabalhistas, vão nos levar ao colapso do sistema produtivo. Nós temos um parque industrial totalmente dependente de subsídios e apoio estatal.  As indústrias brasileiras, como já expus em outros textos, não tem autonomia econômica e não sobreviverá a esse massacre neoliberal.

O comércio internacional está cheio de produtos e mercadorias de custo baixo e qualidade melhor que os nossos. Querem um exemplo? Eu dou dois: as máscaras e os respiradores que tanto precisamos, não são fabricados no Brasil, sabem por que? Porque a China os produz e vende por um custo e preço menor do que as empresas brasileiras podem fazer e oferecer ao comércio brasileiro. Nenhum país desenvolvido e liberal, começou a diminuir o estado  antes de fortalecer a indústria e comércio interno. Sem fazer reforma agrária e incentivar o pequeno e médio produtor rural. Sem investir em Educação e pesquisa. Só o Chile fez isso, vejam no que está dando...

Nesse momento de pandemia, no mundo todo, os governos estão investindo e financiando o trabalhador e as empresas, no Brasil a única preocupação é o mercado financeiro. A bolsa de valores, o preço do dólar e os investimentos estrangeiros.

Todos sabem que o mundo projeta uma queda de até 7% no crescimento econômico global. Sabe o que isso significa? Zero investimentos em produção. Todo o capital que circular e entrar nos países será especulativo. Nenhum industrial ou comerciante se atreverá a expandir seus negócios. Nenhum investidor, por mais empreendedor que seja, vai se arriscar a investir em países em desenvolvimento. Quem deve receber esses investimentos serão países asiáticos, a Europa  e os EUA, que certamente oferecerão garantias de estabilidade aos investidores. Rússia e China, não são tão vulneráveis as intempéries econômicas, devido a natureza de seus regimes e governos.

Mas, o Brasil não. O Brasil está solitário na América Latina, sua política de alinhamento aos EUA, o afastaram do BRICS e do Mercosul. Argentina,  Chile, Venezuela e Bolívia, estão mal das pernas, os outros países latinos também não possuem estruturas e parques industriais modernos, enfim, dificilmente o Brasil atrairá investimentos do setor privado ou investimento externo. Quem sustentará  a economia brasileira será o mercado interno e o investimento público, que é exatamente o que não haverá com essa política adotada por Guedes...
Então pergunto, esse plano Pró-Brasil, que se sustenta em investimento privado e estrangeiro, com conceções e vendas de ativos, será alavancado por quem? Marcianos?

MNS.

domingo, 26 de abril de 2020

Capitalismo


Sei que o Capitalismo é cruel e oprime a grande maioria dos homens. Mas, também sei que, dadas as circunstâncias e o momento histórico, os avanços nas comunicações e, principalmente a Internet, que, no meu entendimento, tornou real a expressão "aldeia global", é impossível uma revolução nos moldes sugeridos pelos marxistas. E também sei que sem essa ruptura violenta jamais poderia ser implantado o sistema proposto por Marx e Engels, em suas filosofias.

Portanto,  diante deste impasse, temos que buscar uma outra alternativa, reformular o que aí está, tornar esse sistema cruel e injusto em um sistema mais justo e menos desigual.

Proponho começar educando nossos filhos para serem seres humanos e não peças de uma engrenagem politico-econômica. Deixar de estimular a competição e ensinar a cooperação. Usarmos esta avançada tecnologia de comunicação para fazer as pessoas entenderem que não existem lugares no topo para todos e que competir com quem está do seu lado é, no mínimo, burrice!!!.

E se você acha que os EUA são uma história de sucesso em matéria de igualdade, dignidade e convivência pacífica e harmônica entre seres humanos... Bem,  eu discordo e vejo o seguinte quadro nos EUA:

As pessoas  são hipócritas, conservadoras, preconceituosas e individualistas ao extremo. A pobreza e a miséria estão represadas em guetos, o racismo é  flagrante e a cultura de competição gera o maior percentual de psicopatas e "serial killers", por metro quadrado do mundo.

Já no que tange a comunidade mundial, os EUA são imperialistas, mantém a sua ideia de hegemonia pela força e  imposição. Ou seja, o que não é do jeito deles é errado e deve ser combatido, destruído, dizimado. Invadem nações em nome dessa hegemonia e suposta paz mundial, enquanto, no fundo agem egoisticamente, zelando unicamente por seus interesses econômicos e políticos.



MNS